fevereiro 01, 2007

GRADUADO EM MARGINALIDADE


Acabo de ler mais um livro… este, devorei-o em duas meias tardes!
Incrível, como não conseguia parar! A leitura me prendeu desde a primeira folha! E, olhem que não é um tema leve!
“Graduado em Marginalidade” é da autoria de Ademiro Alves, vulgo Sacolinha, escritor brasileiro, não conhecido, mas com uma bela carreira pela frente. Parabéns Sacolinha!
Retrato do quotidiano de um morro em São Paulo, onde a marginalidade ocupa lugar de destaque, aliás, facto que não o distingue de nenhum outro morro do Brasil. A história de Burdão, é igual a de tantos outros dos morros da cidade, mas ao mesmo tempo cheia de particularidades excepcionais.
Da prostituição à droga, flagelos de nossos tempos, “Graduado em Marginalidade” nos dá uma ideia exacta da corrupção que se instaura à força, quando a pobreza aflige e, o mais poderoso domina através do medo.
Deixo-vos aqui, um pequeno extracto:
“À noite na prisão, todos dormem, excepto Vander. Assim como Graciliano Ramos, Burdão é um cupim do edifício burguês onde aplicam insecticidas. Depois dessa ultima noticia, a resignação de Vander foi pró ralo, junto com seu cuspe seco e crucial. O ódio que estava crescendo há muito tempo, agora transbordou. (…) e a vila? Já não é mais a mesma, os botecos não são mais botecos, e sim inferninhos, lanchonetes da boca. (…) lá fora, há o ser humano que pratica os sete pecados capitais. Também tem a policia que fede a podridão. Traficantes, prostitutas, armas, corrupção, drogas, crianças abandonadas, políticos safados, mendigos, jovens grávidas e … A Morte.
No seu interior? Bom, antes tinha amor, humildade, pensamentos positivos, conselho, confiança e compreensão. Mas isso era antes, por que hoje, neste exacto momento, há o ódio em pessoa.”

2 comentários:

Literatura no Brasil disse...

Diretamente de São Paulo, Brasil.
Obrigado pelo comentário.
Acesse: www.sacolagraduado.blogspot.com

Anónimo disse...

É o tipo de livro que a gente devora mesmo. Eu o li em três noites, já que trabalho 10 horas por dia.
Ricarda Goldoni